A crise está nos planos da sua empresa para 2017?
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Muito se fala da crise financeira e política que o Brasil enfrenta. Contudo, pouco se discute sobre as estratégias que podem ser utilizadas para driblar os efeitos dessa recessão.

 

Preparamos esse artigo para te ajudar a entender como essa crise começou, mostrar os seus desdobramentos e suas previsões. Fizemos uma análise completa para encontrar soluções e dicas eficiente para evitar que o seu negócio seja atingido pelos efeitos da crise, em 2017.

 

Planejamento estratégico, redução de gastos e monitoramento de resultados são alternativas eficientes para combater as repercussões da crise. Descubra o que mais pode ser feito, e aproveite que o ano está chegando ao fim, para analisar o que passou e planejar ações para 2017. Continue acompanhando e boa leitura! 

 

Panorama da crise

 

Não é certo como e quando a crise começou, mas estima-se que desde 2011 a economia venha sofrendo com a desaceleração do crescimento. A produção do país, medida pelo PIB, diminuiu drasticamente em 2015 e teve impacto nas finanças do governo federal, que conjuntamente com a mudança da política econômica levou o país a um período de recessão.

 

Estima-se que a situação econômica também recuará, pelo menos, nos próximos 2 anos. Alguns economistas afirmam que o ritmo da economia no Brasil cairá até 2018. Os mais pessimistas afirmam que a crise continuará até mesmo depois de 2020.

 

As causas da crise são inúmeras, mas algumas merecem destaque. Em primeiro lugar temos a total falta de investimento em infra-estrutura, que reflete na perda de competitividade tanto internamente como externamente. A explicação disso reside na falta de planejamento estratégico nacional.

 

Em segundo lugar vemos a total falta de planejamento estratégico a longo prazo para nossa economia. O governo federal age com uma política de reação aos fatos, uma estratégia “tapa buraco”, agindo através de medidas emergenciais, quando deveria pensar num planejamento macro.

 

Um terceiro grande motivo para o país enfrentar essa dura recessão é o fato de que há uma submissão da política econômica à política partidária. O resultado disso é uma desestruturação da máquina pública, prejudicando setores como educação, saúde, segurança, etc.

 

Por fim, o quarto motivo apontado é a falta de credibilidade. Com o crescente número de escândalos e impunidade, o Estado perde cada vez mais sua reputação, algo que não é possível de se recuperar. Como consequência há a perda de vários setores da economia nacional, instalando-se um pânico geral na população.

 

Sem medidas eficazes e um planejamento estratégico, a situação econômica nacional tende a se agravar e prospectar um futuro trágico para empreendedores.

 

Atualização

 

Para medir a força da crise em 2016, separamos 7 indicadores que deixarão você por dentro de tudo que está acontecendo e possibilite você repensar suas estratégias para o próximo ano.

 

1° INDICADOR: PIB

O primeiro semestre de 2016 apresentou uma queda de 1,44% na comparação com os três meses anteriores. A tendência é que o PIB encerre 2016 com uma retração de 3,89%. Para 2017, espera-se que ele volte a crescer, a uma taxa de 0,40%.

 

2° INDICADOR: INADIMPLÊNCIA

Segundo a base de dados da Serasa Experian, o número de brasileiros inadimplentes chegou a 60 milhões em março de 2016, um aumento de 3,5% na comparação com a medição anterior, de dezembro de 2015. Isso significa um risco para os comerciantes, uma vez que seus cliente não estão pagando pelo seu produto/serviço. Consequentemente, os fornecedores também terão problemas financeiros. A ANBC (Associação Nacional de Birôs de Crédito) previa, para 2017, uma redução da inadimplência, mas revisou sua projeção devido ao aumento no desemprego.

 

3° INDICADOR: ÍNDICE DE CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS

O índice está em 37,92, de acordo com a última divulgação, no início de maio. Houve uma queda de 12,1% na comparação com os meses de março e abril. Isso reflete em empresários mais contidos, que seguram seus investimentos e não ampliam a produção. A tendência é uma melhora em curto prazo e incerta no longo prazo.

 

4° INDICADOR: DESEMPREGO

Em março de 2016, a taxa de desocupação era de 10,9%. O ciclo de desemprego gera um ciclo: a falta de emprego gera a queda da produção, que refletirá em maior inadimplência e menor consumo, o que, por sua vez, causará mais demissões, aumentando a taxa de desocupação. A tendência é de aumento nas taxas de desemprego diante do cenário atual.

 

5° INDICADOR: INFLAÇÃO

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado dos últimos 12 meses, até abril, é de 9,28%. A inflação afeta negativamente todos os setores da sociedade, estagna o consumo e para o investimento das empresas. A tendência é que reduza, mas continua com valores altos.

 

6° INDICADOR: TAXA SELIC

A  taxa básica de juros da economia brasileira atual é de 14,25% ao ano. o crescimento da taxa Selic é proporcional ao encarecimento na hora de tomar crédito bancário para capital de giro ou investimentos no seu negócio.  A perspectiva é de estabilidade ou redução, ainda que pequena. De acordo com o último Relatório de Mercado Focus, a taxa Selic deve encerrar o ano em 13,25% ao ano.

 

7° INDICADOR: DÓLAR

A cotação do dólar está em  R$ 3,1639 (21/10). Para o empreendedor que exporta produtos/serviços a alta cotação do dólar é positiva. Contudo, quem importa produtos ou adquire produtos cujo valores variam de acordo com o dólar, o cenário é negativo. Especialistas tendem a apontar baixa do dólar (valorização do Real), mas a médio e longo prazo há menos certezas.

 

Planejamento para o próximo ano

Com esses dados em mente podemos começar a pensar num planejamento estratégico para 2017. Isso porque, antecipar o futuro e planejá-lo tem sido uma das maiores forças de grandes empresas. Então, seguem algumas dicas valiosíssimas para você que quer combater a crise e crescer o seu negócio em 2017.

 

  1. TENHA UM LÍDER INOVADOR E CRIATIVO

Um líder otimista e criativo, que seja “a cara” empresa é fundamental para combater as incertezas e negatividades geradas pela crise. Uma das alternativas que garantem o sucesso de muitas empresas é a inovação, criando diferenciais competitivos que estimulem sua equipe de trabalho e faça com que sua empresa se destaque no mercado.

 

  1.  DEFINA VISÃO, MISSÃO E VALORES:

É de extrema importância que os colaboradores de sua empresa saibam os objetivos de sua empresa, onde ela quer chegar. Através da estipulação de visão, missão e valores a organização pode esclarecer seu propósito, nortear seus objetivos financeiros, humanos e sociais, construir metas ambiciosas e saber gerenciar recursos.

 

  1. ANÁLISE EXTERNA

Identifique as ameaças e oportunidades no ambiente externo a empresa. A partir daí você conseguirá traçar estratégias mais eficientes e se posicionar melhor no mercado.

 

  1. ANÁLISE INTERNA

Identifique pontos fortes e pontos fracos da empresa. Desse modo você conseguirá melhorar a dinâmica interna da organização e melhorar seu produto/serviço.

 

  1. PROPÓSITOS ATUAIS E POTENCIAIS DA EMPRESA

É importante que a empresa trace metas e tenha em mente seus potenciais. Tais aspectos influenciarão diretamente no crescimento de estatísticas internas e externas da empresa.

 

  1. CONTEXTUALIZAÇÃO DA EMPRESA NO CENÁRIO POLÍTICO/ECONÔMICO

Com a estruturação e o debate de cenários a organização conseguirá se posicionar melhor no mercado e gerenciar com rapidez e eficácia possíveis crises internas e externas.

 

Como reduzir gastos

Quando se fala em crise pensa-se logo na redução de gastos. E falando-se em tempo de recessão as empresas têm que saber não só cortar gastos como gerenciá-los.

 

Antes de traçar qualquer tipo de estratégia de ação é preciso estudar a saúde financeira do seu negócio. Afinal, reduzir custos é o foco, mas é necessário que se tenha um embasamento consistente, para que nenhum setor da empresa seja prejudicado. O primeiro passo para coletar informações é detalhar as despesas indispensáveis e as que podem ser flexibilizadas.

 

Porém, não bata o martelo ainda. Analise sua contratação de serviços, veja se uma terceirização seria rentável ou não. Esse é um bom começo para começar a reduzir custos.

 

Uma das primeiras perguntas que deve ser feita no processo de corte de verba é: o que está causando problemas financeiros para minha empresa? Certamente os gastos estão em nível igual ou maior que o faturamento.Logo, deve-se pensar: é possível aumentar meus ganhos? De que forma? Aumento na gama de produtos/serviços ofertados, melhora na qualidade de seu produto/serviço, investimento no setor de publicidade, podem ser alternativas que gerem bons resultados.

 

Parece bobo, mas tente economizar nos seus gastos fixos mensais, como: água, luz, internet, telefone. Mas se atentar a esses custos pode gerar uma redução considerável das despesas.

 

É muito importante que se fique atento com os custos com o pessoal. Para gerenciar esses custos melhor uma reunião com o setor de Recursos Humanos seria de extrema importância. Afinal, você deve saber se está tendo um retorno para seu investimento. Essa estratégia não tem um foco em saber quem demitir, necessariamente, mas nos ajustes que devem ser feitos. Muitas vezes redirecionar cargos ou realocar funcionários entre departamentos já será suficiente para melhorar a eficiência operacional. É preciso colocar tudo no papel, saber os custos de manter um colaborador e os custos de demissões também. As escolhas devem ser tomadas com cautela e maturidade.

 

Monitore os resultados

 

Uma empresa que queira crescer e amadurecer no mercado precisa ter foco em resultados e uma estratégia extenuante e agressiva, para isso é necessário que se monitore os resultados. Ou seja, agregue informações e faça sua análise.

 

Você tem em mente a importância do monitoramento de resultados? Não? Então fique atento a essas dicas valiosas que ajudaram seu negócio a se destacar.

 

Monitore dados internos e externos da empresa

 

Agregar informações sobre sua empresa e sobre fatores e aspectos externos. Isso possibilita identificar ameaças e oportunidades, além de fornecer base para elaborar planos de ação com periodicidade definida.

 

Essa estratégia também é interessante para fazer uma melhor gestão de pessoas dentro da empresa, uma vez que funções e cargos são atribuídos da melhor forma possível. Além de possibilitar a prospecção de clientes, bem como de que forma entrar em contato com eles. Esse conjunto de dados dá embasamento para projetar resultados, de modo que metas e prazos sejam cumpridos rigorosamente.

 

Monitore os resultados da empresa

 

Fazer a mensuração dos resultados obtidos pela empresa é de extrema importância, uma vez que através deles você pode avaliar se seu modelo de negócio está funcionando, bem como seu planejamento estratégico. Caso não estejam, é hora de reformulá-los.

 

A partir desses dados também é possível calcular a eficiência de seu produto/serviço e estratégias operacionais. Logo, pontos fortes e fracos podem ser encontrados e trabalhados, promovendo a melhora da eficiência e posicionamento da empresa.

 

Como fazer o monitoramento

 

Para fazer essa medição e avaliação de resultados você pode fazer uso de indicadores mensuráveis, como: descrições, tabelas, gráficos de produtividade ou vendas, índices, etc. Esses indicadores vão fornecer dados valiosos para avaliar o impacto positivo ou negativo da sua empresa e a partir daí traçar planos de ação. Aumentando consideravelmente as chances de alcançar suas metas.

 

Pronto para começar a gerenciar melhor sua empresa nesses tempos tão difíceis? O empreendedor de sucesso deve procurar sempre estudar e agregar informações sobre o mercado, para saber tomar decisões que impactem e produzam resultados significantes para empresa.
Portanto, comece a pesquisar, procurar soluções eficientes. Trace seu planejamento estratégico, avalie como pode reduzir os custos e faça o monitoramento periódico dos resultados obtidos pela sua empresa. Uma vez que essas dicas são postas em prática o resultado positivo é inevitável! Mãos à obra!

 

Não deixe de compartilhar suas dúvidas e sugestões com a gente, através dos comentários.

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